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Elas preferem chocolate do que sexo

Chocolate dá vontade, dá prazer e vicia. Tudo isso explicado cientificamente. O sexo também! Libera endorfina (dá prazer), faz bem a saúde, alivia o estresse, entre tantas outras coisas. Então, por que há tantas mulheres que não gostam? E digo do sexo, não do chocolate.

A ausência de desejo sexual pode ter origens diversas: orgânica, emocional e social cultural.

Disfunção Sexual

A mulher, naturalmente, tem variação da libido durante diferentes momentos da sua vida. O aumento ou diminuição pode estar associado a fatores hormonais, até mesmo biologicamente naturais, como por exemplo, os diferentes estágios do ciclo menstrual: a mulher tem um aumento da libido durante o período fértil.
Transtornos psiquiátricos, como depressão, e remédios antidepressivos e anti-hipertensivos podem causar a diminuição do apetite sexual por afetar diretamente a produção de certos hormonios. Assim como doenças genitais, uso de drogas e álcool – sim, álcool.

Fatores emocionais podem ser ainda mais complicados, do tratamento à identificação do problema. Traumas como violência sexual, repressão sexual, gravidez indesejada, sentimento de culpa, etc. podem afetar o desejo.
A mulher precisa muito mais do que hormônios no corpo para desejar-sexo. A intimidade e atração pelo parceiro são muito importantes para que haja de fato vontade, além disso, crises no relacionamento podem prejudicar a libido. É necessário estímulo! E o estimulo, no universo feminino, começa muito antes do sexo oral ou da “boa-pegada”.

A parte difícil quando se fala em estímulo é quando a mulher esbarra em fatores socioculturais. Afinal, “a ideia de que a mulher tem direito ao prazer e a satisfação sexual é relativamente recente”(Théo Lerner, ginecologista e especialista em sexologia da USP). Se a mulher não se sente no direito de ter desejo sexual, muito provavelmente ela não terá.
Além disso, culturalmente as mulheres não são incentivadas a conhecer seu corpo através da masturbação, uma falha rude da educação sexual ou mesmo da falta dela.

Dá pra ver que apenas parte da disfunção do desejo sexual feminino é hormonal, o restante está na mente. Por isso, é importante tratar a mente. Procurar um médico ou psicólogo é importante, mas é bom dizer que parte da responsabilidade está na própria mulher (ou no casal).
Querer-fazer-sexo começa por se pensar em sexo. Aceitar a sexualidade é o primeiro passo para uma vida sexual saudável. Essa aceitação inclui consciência e sinceridade a respeito das fantasias sexuais e também do gosto pessoal.

Viver sexo não significa viver o ato sexual em si. É importante ter a sexualidade como uma coisa natural e cotidiana (vide Lagoa Azul), ou seja, quebrar certas barreiras e preconceitos que podem atrapalhar o apetite sexual no plano das ideias.

Sexo x ChocolateOutro ponto importante é a mulher conhecer seu corpo e ser participativa. O fato de ter prazer verdadeiro durante a relação sexual vai aumentar a suas chances de desejar novamente. Durante a TCC (Terapia Cognitiva Comportamental), para combater a disfunção sexual, pode ser sugerido a masturbação e o pompoarismo, que inclusive fortalece os músculos vaginais combatendo doenças genitais e talvez até potencializando o prazer da mulher.

Há mulheres que preferem chocolate do que sexo, porque chocolate é gostoso por si só, enquanto para o sexo a responsabilidade para que o momento seja prazeroso é 50%/50%. Às que preferem chocolate que me desculpem, mas elas não sabem o que é bom.

Autor:

Publicitária, por formação. Webdesigner, por curiosidade. Chocólatra, por vício. Mulher, por falta da opção de ser uma menina super-poderosa e salvar a cidade de Townsville.

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