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A geração Y e Z no mercado de trabalho

Geração Y e ZJovens profissionais entre a geração Y e Z estão mudando muito o jeito de se fazer negócio e o ritmo e relações no mercado de trabalho.

A geração Y, ou geração do milênio, são as pessoas que nasceram nos anos 80’s, hoje com seus 20 e poucos anos. Foi a geração que começou a se dividir entre a TV Colosso e o Geocities, um pouco do analógico e o crescente digital.
Um pouco mais pra frente temos a geração Z, aqueles que nasceram maaaais ou meeenos depois de 1995. Essa geração tem a tecnologia, os gadgets e a internet como parte de seu DNA.

Como as gerações Y e Z estão reinventando o mercado de trabalho?

Para começar, é um grande engano pensar na resposta dessa pergunta com uma análise simplista de como a geração Y tem se comportado. A geração Y foi curta, não muito mais que uma década, enquanto, a geração Z está seguindo com já 2 década. Essas gerações vão, juntas, mudar completamente o que se entende (ou se entendia) por relações profissionais e ambiente empresarial.

Geração Y e Z e o domínio da tecnologia

Cada vez mais cedo se vê jovens circulando pelos corredores de grandes empresas com cargos de destaque, isso porque as gerações passadas não foram capazes de absorver tão bem as novas tecnologias. A afinidade com o novo meio é instintiva e natural. Enquanto para esses novos profissionais tudo parece óbvio, os antigos precisam ser “convencidos”.
A vantagem disso é o acesso barato a ferramentas poderosas para os negócios. A desvantagem é que essa nova geração é cheia-de-si e dispensa conselhos de profissionais mais experientes.

Mark Zuckerberg criador do Facebook, nasceu em 1984.

Mark Zuckerberg criador do Facebook, nasceu em 1984.


Geração Y e Z e o Imediatismo

Não é segredo que a tecnologia deixou tudo mais rápido e o problema é quando isso começa a ser parte também do profissional. Eles são impacientes e querem sempre em resultado a curto prazo.
A vantagem disso é explosão de startups, que com estratégias mais ofensivas, tem feito sucesso. Mas, ao mesmo tempo falta reflexão que podem determinar os resultados a longo prazo. Faltam pensar mais. Planejar mais.

Geração Y e Z e as estruturas horizontais

A cada dia fica mais claro a tendência dessas novas gerações de não aceitarem bem hierarquias e ordens absolutas. Eles questionam modelos convencionais e estão sempre cheio de novas ideias.
A vantagem é que essa característica é “um folego” a mais para as empresas, em contrapartida, a desvantagem está na dificuldade de manter as hierarquias quando necessárias.

Madison Robinson, com 15 anos, já ganhou seu primeiro milhão vendendo chinelos.

Madison Robinson, com 15 anos, já ganhou seu primeiro milhão vendendo chinelos.

Geração Y e Z e a fragmentação

Na geração Z a fragmentação fica ainda mais evidente. Eles levam a vida entre a internet, a televisão, a música e tudo mais que for possível fazer ao mesmo tempo. No mercado de trabalho essa já não é uma característica tão útil na maior parte dos casos.
A vantagem é a capacidade de assimilar diversos projetos simultâneos. Por outro lado, o foco pode ser um problema. Eles precisam de desafios e bons líderes que consigam os deixar focados e motivados.

Geração Y e Z e os nichos e globalização

Nos últimos anos houve uma explosão de startups de nicho, parte pelo acesso à internet que facilita tudo e aumenta a “vizinhança”, parte pela características intrínsecas dessas novas gerações.
Com a rede se descobriu que há milhões de pessoas com exatamente os mesmos interesses que os nossos, com isso temos uma avalanche de empreendedores-consumidores. Já que essas gerações aceitam melhor o “risco”, surge muito a pergunta “porque não?”.
Isso, em geral, é ótimo para o mercado, mas é uma ameaça a grandes empresas generalistas que perdem espaço para centenas de pequenas marcas.

Cameron Johnson, hoje com 28 anos, já ganhava cerca de $300mil/mês aos 15 anos de idade.

Cameron Johnson, hoje com 28 anos, já ganhava cerca de $300mil/mês ao 15 anos de idade.

Geração Y e Z e a infidelidade

Essa geração cansa muito rápido e é sedenta por novos desafios, talvez apenas novos ares em outra empresa, talvez uma área completamente diferente.
Nesse sentido fica mais difícil de se pensar em plano de carreira e investimento no desenvolvimento do profissional.
A rotatividade grande também pode afetar a cultura da empresa, que com entradas e saídas de funcionários pode perder a personalidade.

Geração Y e Z e a concorrência

A geração Y e Z são por essências empreendedores. Gostam do risco e de desafios, acreditam na própria capacidade e competência, isso tudo unido ao domínio de uma ferramenta como a internet pode fazer com que seu próximo grande concorrente seja hoje seu funcionário (e não necessariamente de cargos de destaque).
É importante estar aberto ao diálogo, dar espaço, autonomia e principalmente não deixa que pensem que levariam o negócio muito mais além do que seu chefe… porque de fato, talvez, eles possam.

Voltando a pergunta, acredito que é muito cedo para determinar para onde estamos indo com as novas gerações no mercado de trabalho, o importante é lembrar que modelos estão sendo questionados.
E mais uma coisa, fiquem de olho, cada vez mais cedo ouvimos sobre crianças que criaram um negócio fantástico. Estamos em ainda uma mais nova geração de pequenos gênios, simplesmente porque não havia essa inteligência ainda sem características claras.  Vamos observar.

Autor:

Publicitária, por formação. Webdesigner, por curiosidade. Chocólatra, por vício. Mulher, por falta da opção de ser uma menina super-poderosa e salvar a cidade de Townsville.

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